upstep

Roteiro de fechamento

Reunião de diagnóstico, do início ao fechamento, nas 10 etapas do e-book Closer Faixa Preta e com as regras da casa

Primeiro eu avalio, depois ela me avalia, e só então se fala de proposta.Sem tela até o fim do Pitch 01. Por quê em todo 0 a 10. Entrada só na conversa. Falou o preço, pergunte a forma de pagamento e fique quieto.
1

Abertura e quebra-gelo

Neutro. Sem headset, sem euforia, sem cargo, sem currículo. O objetivo é não perder: placar 0 x 0.

"Só um momento que eu vou pegar uma água, e já iniciamos."

Deixe a pessoa te observar. Não puxe assunto.

"Tudo bem, [nome]? Seja muito bem-vinda. Meu nome é [seu nome], vou conduzir a nossa reunião e vou te explicar como ela vai funcionar."

Mais de uma pessoa na call? Descubra quem é o principal: quem fala, quem reage.

2

Acordo de três atos

"Ela tem três fases. Na primeira eu te avalio: quero entender o seu cenário, os seus desafios e os seus números. A partir disso vou saber se faz sentido a gente trabalhar junto. Se não fizer, eu sou o primeiro a te falar, e pode ser que eu nem te apresente uma solução ou um preço."

"Se fizer sentido, vamos para a segunda fase, em que você me avalia: te mostro a solução e você tira todas as suas dúvidas. Se for o que você busca, na terceira a gente transforma isso em ação: preço, forma de pagamento e, se fizer sentido, uma condição única."

"Mas a gente só chega lá se fizer sentido para você."

"Em resumo: na primeira eu te avalio, na segunda você me avalia e, se der match, aí sim a gente fala de proposta. Pode durar 10 minutos ou 2 horas. Se em algum momento não fizer sentido para você, fala 'para' e eu paro. Se não fizer para mim, eu também falo. Acordado?"

Espere o sim. Avisou que tem pouco tempo? Trabalhe agora, nunca no fim.

"Obrigado por avisar, é bom para eu me organizar. Qual é o outro compromisso? Você quer resolver esse desafio hoje ou fazer algo rápido?"

3

Passagem de bastão

Leia em voz alta o que veio do formulário e da ligação, sem tela. Tom de preocupação. A pessoa só confirma: nada de "era uma vez".

"[Nome], o que eu vi aqui é que [resposta 1], [resposta 2] e [resposta 3]. É isso mesmo? É isso que está te impactando?"

"Então, diante desse cenário, me diz: como eu posso te ajudar? O que te traz a essa reunião agora?"

Pediu o preço ou uma função? Vá a favor do movimento.

"Entendi. Para te dizer se eu consigo te ajudar, deixa eu entender mais a fundo. Que problema você está tentando resolver?"

4

Diagnóstico

De 30 a 45 minutos. Quem fala é ela. Nenhuma palavra sobre produto, promessa ou caso. Não implique. Sem tela: as anotações ficam só com você.

"Me ajuda com os números. Quanto você cobra hoje pelo que já vende? E quantas dessas vendas você fez nos últimos três meses?"

Desça camadas. Pegue a última coisa que ela disse, com as palavras dela, e pergunte por quê, como ou desde quando. Não mude de assunto até chegar à causa.
"Como assim?" · "O que aconteceu?" · "O que você fez de diferente?" · "Por que esse número?"

"Entendi. Isso é um baita desafio, deve estar te impactando bastante. Vamos aprofundar aqui?"

Não sabe o número? Fique nele.

"Vamos chutar números em que você acredita. Vamos fazer aqui, que já vale a pena a nossa conversa."

Puxou a solução? Segure.

"Depois eu te mostro como a gente resolve isso. Agora eu preciso entender só mais um pouco do seu cenário."

Em 15 minutos você já sabe se está rendendo. Sem caixa: colete até ali e avance. Tudo perfeito:

"A gente está aqui faz 20 minutos e tudo parece perfeito. Bem sinceramente: por que você está aqui?"

Saia daqui sabendo: a prioridade máxima, o que ela não sabia que não sabia, o preço do que ela vende, quanto entra, o que já investiu, se há outra renda e se toca isso sozinha.

5

Pitch 01

Incisivo, sem produto na mesa. Conecte causa e efeito. É aqui, e só aqui, que você implica.

"Posso te passar a minha visão? [X] vem de [Y], que vem de [Z]. Se continuar assim, [o que acontece]."

"De acordo com a nossa conversa, o que eu entendi foi que hoje você está [cenário]. Isso faz com que [consequência 1], que leva a [consequência 2]. Correto?"

"Para saber se eu posso avançar: de 0 a 10, o quanto você quer resolver isso?"

"Por que [10]? Por que agora? Se é tão urgente, por que você não resolveu antes?"

Espere o número e o porquê. Nunca responda por ela. A urgência aparece quando ela explica, com as palavras dela.

"Por que eu te pergunto isso? O problema não é fazer esse diagnóstico com você. O problema é chegar no fim e ouvir que precisa ver com alguém, que precisa pensar ou que agora não é prioridade. Não estou dizendo que você vai fechar comigo. Só preciso saber que tenho uma pessoa apta a decidir sobre o que a gente falou aqui. Algum desses cenários é você?"

"Antes de te mostrar qualquer coisa, me ajuda com duas coisas. Se o que eu mostrar estiver dentro do que você busca, tem mais alguém nessa decisão? E quanto você se programou pra investir pra tirar isso do papel?"

Dinheiro já mapeado e claro? Só isole. Nunca diga um número aqui: quem fala o valor ancora.

"Pelo que entendi, dinheiro hoje não seria um problema para a gente falar dessa solução, correto?"

Desviou do dinheiro:

"Não estou te cobrando nada agora. Só não quero te mostrar algo fora da sua realidade."

Tem cônjuge ou sócio:

"Então prefiro falar com vocês dois. Amanhã às [hora] ou às [hora], pode ser?"

Avanço ou encerro. Sem número, porquê, decisor e dinheiro, não abra a tela. Orçamento abaixo de R$ 3 mil, começo em mais de 3 meses ou quem decide fora da call: sem preço, com dia e hora da volta.

6

Apresentação e validação

Agora abra a tela. Sem pedir validação: você é o especialista. Mude a entonação.

"De acordo com tudo o que a gente falou aqui, agora eu vou te mostrar como a gente vai resolver esses desafios."

"Você faz [o que ela faz] para o seu cliente. O nosso trabalho é fazer isso com o seu negócio: você entra com o conteúdo, a gente cuida do resto."

Se o ofício não ajudar: "Você me disse que [dor]. Essa parte do projeto existe por causa disso."

Dor → entregável → benefício, em um ou dois entregáveis, os da prioridade máxima. Os outros só se ela pedir.

"Só para ver se eu me fiz entender: o que você entendeu?"

"De acordo com o que a gente entendeu aqui, este é o plano recomendado para você, por causa de [X], [Y] e [Z]."

"Ficou claro como isso resolve [dor 1], [dor 2] e [dor 3] que a gente falou?"

Nunca "faz sentido?", "você acredita?" ou "gostou?". Só os números dos slides. Garantia só se ela disser o medo (ver objeções).

7

Ancoragem

Pelo menos 10 minutos. Tudo o que o projeto entrega, item por item. Calmo, frio e confiante. Isto não é o preço.

"Esse item aqui, se você for ver no mercado, sai por R$ [valor]. Para resolver [dor], ele vale para o seu negócio?"

"Se você contratasse cada parte separada, seriam R$ 40 mil."

Perguntou se é o preço: "Não. Esse não é o meu preço. Isso aqui é o quanto vale."

"Se fosse 50% disso, vale ou não vale?"

Cada "vale, mas" é uma objeção na mesa. Trabalhe antes de seguir.

8

Preço de tabela

O primeiro preço real. Negociador frio, com as palavras dela na frase.

"Pra resolver [dor 1], [dor 2] e [dor 3], e dentro do que você me disse que cabe, o projeto fica em R$ 20 mil. Você prefere no Pix ou no cartão?"

E para aí. Não avise que negocia, não mude de valor antes da resposta. Nada de "viabilidade" nem "pontapé inicial". Topou: vá para a etapa 10 e feche em R$ 20 mil. Desde 03/11 não existe R$ 15 mil, e o slide de R$ 10 mil só aparece pela etapa 9.

Reagiu ao valor? Faça a conta nas vendas dela.

"Você me disse que [o que ela vende] custa R$ [valor]. Sem promessa nenhuma, só a conta: quantas dessas pagam esse projeto?"

Ticket baixo: "Hoje [o que ela vende] sai por R$ [valor]. Com esse preço a conta não fecha, e prefiro te falar isso agora. De onde viria esse investimento?"

Voltou a uma objeção já trabalhada: "Isso já estava resolvido lá atrás, certo?"

Disse sim: vá para a etapa 10. Disse que fecha, mas "depois": "Você prefere pagar mais caro ou mais barato?"

Preço, medo ou trava: trabalhe e veja se a condição vira a negociação.
Confiança, sócio, outras empresas ou "te respondo depois": trabalhe e não abra a condição.

Além do projeto: R$ 1 mil dela no tráfego de validação, com R$ 1 mil da upstep junto.

9

Condição única

Só se ela disser que não consegue pagar R$ 20 mil, depois da conta nas vendas dela, e com decisor e dinheiro já mapeados. Ninguém recebe R$ 10 mil sem pedir. A última cartada, uma vez, real. Primeiro entenda a realidade dela.

"Então me faz uma oferta. O que está dentro da sua realidade hoje?"

Abaixo de R$ 10 mil e perto: "Faz uma força aí." Muito abaixo:

"Então eu não vou te mostrar mais nada hoje. Posso te chamar dia [data], às [hora]? Pode ser?"

Cabe, e é só preço:

"De acordo com o que eu entendi, é só preço, realmente?"

"Se eu te mostrar o muro mais baixo para a gente começar a resolver [dor 1], [dor 2] e [dor 3], a gente começa? Só tem um ponto: é uma condição única, de sim ou não. Tudo o que for diferente de 'sim, bora' é não, e ela morre. Combinado?"

"R$ 10 mil no Pix ou 12 de R$ 1 mil no cartão. Você prefere no Pix ou no cartão?"

Fique quieto. Travou sem dizer sim nem não:

"[Nome], eu estou vendo que tem alguma coisa pegando aqui. Você já comprou algo nesse valor dentro de uma reunião? Eu sei que é difícil. É uma condição de sim ou não, e é você quem decide se vai agir no que disse que queria resolver, ou adiar."

"Confia. Bora resolver isso?"

"Só pra gente fechar: estamos fechados?"

Pediu entrada? Só na conversa, sem slide, com valor e data ditos: "Dá pra fazer uma entrada no Pix e o restante no contrato. Quanto cabe pra você agora?"

Só se ela mesma ligar o pagamento à venda: "Você falou que, vendendo a primeira, paga o resto. Então vamos fazer assim: R$ 10 mil agora e R$ 10 mil em até 5 dias úteis depois da primeira venda, com data limite em [data]. É sim ou não?" Com a entrada paga dentro da call e sem prometer venda.

Registre no painel se a condição foi aberta. Se ela não aproveitar, a condição não volta.

10

Fechamento

Pagamento, dados e próximos passos, nessa ordem. Sem silêncio, sem rapport, sem sair da call. Fale o tempo todo.

"Ótimo. Então vamos fazer agora: te mando a chave Pix aqui no chat."

Cartão: link de R$ 10 mil, com as taxas por conta do cliente, ou link de R$ 12 mil em 12 × R$ 1 mil. Outro valor precisa de outro link.

"Isso que a gente combinou, está conseguindo fazer aí? Consegue me mandar o comprovante?"

Depois do comprovante, colete os dados do contrato e diga o que ela precisa separar até o start.

"Finalizamos aqui. Vou passar a bola para o time. Parabéns por ter tomado essa decisão e cruzado a linha do medo. Eu sei que é difícil. Não vai ser fácil: em algum momento você vai ter desafio, porque pagar ainda não resolve. Mas a gente está junto. Contamos com o seu melhor, e você pode contar com o nosso. Confia. Tamo junto?"

Parabéns, sem comemorar. Sim sem pagamento não é venda.

Não fechou. Saia com dia e hora, e com a tabela valendo: "Fica combinado: [dia] às [hora] eu te chamo pra você me dizer sim ou não. Um não também está ótimo."

Objeções

"Preciso falar com a minha esposa."

Em 4 reuniões o cônjuge apareceu depois do preço.

"É uma decisão de família mesmo. Por você, é sim?"

Ou: "Então prefiro falar com vocês dois. Amanhã às [hora] ou às [hora], pode ser?"
Não abra a condição. Fonte: e-book p. 70, 77 e 100.

"Não tenho recurso nem para a entrada."

Pagamento flexível foi oferecido e não resolveu quem não tinha caixa.

"Entendi. Me ajuda a entender a sua realidade: hoje, quanto cabe?"

Ou, se isso foi tratado no Pitch 01: "Isso já estava resolvido lá atrás, certo?"
Fonte: e-book p. 93, 96 e 102.

"Vou pensar."

Várias reuniões terminaram assim, sem data.

"É uma decisão importante mesmo. O que está faltando pra você decidir?"

Ou: "Onde está a insegurança: no resultado, no seu tempo ou no dinheiro?"
Costuma esconder medo ou preço. Fonte: e-book p. 100.

"Deixa até amanhã pra eu levantar o valor."

A condição foi aberta e ficou para o dia seguinte.

"Eu entendo. Essa condição é desta reunião, e amanhã ela não existe mais. O que a gente consegue fazer agora?"

Ou: "Quanto você consegue dar de entrada ainda nesta reunião?"
Fonte: e-book p. 103 e 106.

"Só consigo em janeiro."

Apareceu depois do preço, quando já não dava para trabalhar.

"Entendo. O que vai ser diferente em janeiro que não é verdade hoje?"

Ou: "Então eu não te mostro proposta hoje. Dia [data], às [hora], eu te chamo. Pode ser?"
Fonte: e-book p. 68 e 77.

"E se eu investir e não vender?"

O medo é real. Não prometa número.

"O medo eu não vou tirar de você. Mas posso tirar o risco: se em 45 dias o seu produto não estiver no ar, com página, pagamento e anúncios rodando, a gente continua trabalhando sem cobrar."

Ou: "Essa dúvida é justa. O que te faz achar que não venderia?"
Fonte: e-book p. 84.

"Isso é gatilho, né?"

Dois leads falaram isso. Lead sofisticado percebe.

"Você tem razão de olhar para isso. Eu não vou te apressar. Essa condição é para quem decide nesta reunião, e eu já te prometi alguma coisa?"

Ou: "Se agora não é o seu momento, eu prefiro parar por aqui."
Fonte: e-book p. 59 e 103.

"Meu problema é tempo."

Em uma reunião, o dinheiro não era o impedimento.

"Isso é uma prioridade pra você? Se é, como a gente faz pra você ter esse tempo?"

Ou: "São umas 4 horas por semana. Você grava, o resto fica com a gente."
Fonte: e-book p. 17 e 18.

Nunca na call

  • "Valor especial", "só hoje", "até meia-noite", "mostro para poucas pessoas", "abrir uma exceção".
  • Desconto como improviso, ou mudar preço e prazo depois de falar.
  • Nome de outro lead, ou lead citado como cliente.
  • Número sem fonte, promessa de vendas, ou oferta de contatos que não estão no contrato.
  • Um valor menor antes do preço, nem como exemplo.
  • Responder a urgência por ela, ou deixar passar uma frase sobre caixa.
  • Deixar sair "fechada" sem pagamento, ou manter a condição viva depois da call.